Vitória, vitória! (e ainda não acabou a história…)
Cumpriu-se, em Torres Vedras, mais uma cerimónia de entrega da Bandeira Verde ao IPSB, premiando o esforço na perseguição de metas de educação ambiental que o Prof. Fernando Ferreira e os seus discípulos* têm levado a cabo.
Hasteada à entrada do Colégio, a bandeira é a face mais visivel de um empenho continuado que, na maior das vezes, passa despercebido – cartazes, eco-pontos, pilhões, postos de recolha de tinteiros para reciclagem, a “caixa mágica”, a recolha de óleo alimentar, os carrinhos e os barcos solares… tanta coisa! Já repararam?!?
Quase despercebidos passam também os alunos do CEF, “exilados” que estão em instalações um pouco mais distantes do “coração” do Colégio. No entanto, a vitória mais expressiva foi deles: em Torres Vedras, na final nacional do Troféu Eco-Escolas para carrinhos fotovoltaicos, aniquilaram a concorrência, trazendo no bolso a recompensa pelo trabalho que realizaram ao longo do ano lectivo passado: um prémio de 1500 euros! Parabéns ao Diogo, ao Eliseu, ao José Leques e ao Prof. Arsélio Canas!
O sucesso é uma bola de sabão… os reflexos nessa bola de sabão são o mundo em que vivemos… e o mundo em que vivemos corre o risco de se tornar um pouquinho melhor com exemplos como o destes miúdos, que já estão no caminho da construção de um futuro mais sustentável.
* Anita, Jonathan, Sara, João “Peito Feito”, Patrícia, Daniela, Pedro, Ana Rita, Soraia, Jéssica e Fábio – os do costume e, portanto, a repetirem citações aqui no nosso site
Publicada em Escola em September 27th, 2008 por andre_moreira | | 1 Comentário
Regresso dos Desportos Gímnicos
Amanhã, dia 24 de Setembro inicia-se uma nova temporada do Desporto Escolar, na modalidade de Desportos Gímnicos na nossa escola.
Assim, avisam-se todos os interessados para comparecerem no ginásio pelas 15:30 para se proceder à inscrição! (Documentos necessários: BI, Ano e turma)
Bom regresso ao trabalho… Vamos ver como está essa flexibilidade com tantas férias… ![]()
Publicada em Desporto em September 23rd, 2008 por rita veloso | | Sem comentários
Horas de Mágicos Cansaços - Aos nossos alunos do 12º ano 2007-2008
Hora de mágicos cansaços
Uma saudade nova em nosso peito mora
O Sol lá fora ainda brilha…
Chama-te, tentando secar a chuva que de ti se derrama…
Escuta o silêncio do aroma da terra molhada pelo teu pranto que a fecunda, deixando-a prenhe de cores…
Despoja-te das vestes que te oprimem e percorre os campos.
Envolve-te com a terra, funde-te com ela que te abraça, qual amante em tempo de amor feliz…
Entende, agora, os murmúrios, as palavras que a Terra te segredou…
O Sol…
Ergue-te por mais um dia que passou…
Amanhã, o Sol brilhará de novo… e de novo chamará por ti.
Tens uma outra estrada iluminada para trilhar
Tudo se renova sempre, num ciclo silencioso e calmo…
E no quadro que vais pintar, se depressa o perceberes
És tu quem traça o rascunho, escolhes as cores que quiseres
Trazes dentro de ti a liberdade como um destino…
Entre nenúfares de serenidade
O destino não se esconde atrás de uma porta qualquer
Tens de o saber procurar e merecer
Porque este íntimo, secreto
Nobre silêncio concreto,
Este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo,
este ser-se sem disfarce,
este dar-se, este entregar-se,
descobrir-se,
é teu, de mais ninguém…
Texto Adaptado pelas Profªs Ana Peres e Maria José Rio Torto
Publicada em Escola em September 16th, 2008 por Telmo Domingues | | 1 Comentário
Por entre cartas e viagens
Carta para Josefa, minha avó
Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal! […] Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. […] Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa […] Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não fazia parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal, a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha vã e chão de terra batida. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Porque foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? […]
Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!”
É isto que eu não entendo, mas a culpa não é tua.
(José Saramago)
José Saramago não entende a avó Josefa porque sabe o que ela não imagina: que o mundo lhe foi roubado, que há terra e céu para além do que ela vê, que há pessoas por conhecer, viagens por fazer…
A escola, este Colégio, pode ser o carro, o barco e o avião que tornam possíveis essas viagens, sejam elas serenas ou atribuladas ou mais ou menos estimulantes – serão sempre percursos entre o quase tudo e o quase nada em nos definimos enquanto homens e mulheres.
E, como diria Susana Santos, a minha professora de português do secundário, essa definição terá de partir sempre do momento em que fazemos a Escola recuperar o seu sentido etimológico: o “ócio consagrado ao estudo”!
Votos de um excelente ano lectivo!
Publicada em Escola em September 11th, 2008 por andre_moreira | | Sem comentários





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